quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Letting The Cables Sleep


[Bush]

You in the dark
You in the pain
You on the run
Living a hell
I'm a stranger in this town.
Living your ghost
Living your end
Never seem to get in the place that I belong
Don't wanna lose the time
Lose the time to come
Whatever you say it's alright
Whatever you do it's all good
Whatever you say it's alright
Silence is not the way
We need to talk about it
If heaven is on the way
If heaven is on the way
You in the sea
On a decline
Breaking the waves
Watching the lights go down
Letting the cables sleep
Whatever you say it's alright
Whatever you do it's all good
Whatever you say it's alright
Silence is not the way
We need to talk about it
If heaven is on the way
We'll wrap the world around it
If heaven is on the way
If heaven is on the way
I'm a stranger in this town
I'm a stranger in this town
I'm a stranger in this town
If heaven is on the way
If heaven is on the way
I'm a stranger in this town
I'm a stranger in this town

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O mês 10.

Tanta coisa aconteceu...
Meu aniversário passou, minha gata sumiu, adotei outro gato, conheci pessoas novas entre uma semana e outra, minha vó adoeceu e ainda não melhorou. Viajei, voltei, fiquei mais de uma semana sem internet, nem pude fazer meu "post de aniversário". Tinha tanta coisa em mente... Tiveram os shows do Rock in Rio 4, eu vi alguns, o Coldplay sem dúvidas foi o melhor. Fiz algumas besteiras, mas não me arrependo. Me apaixonei, desapaixonei, apaixonei de novo; por discos, livros, um personagem numa série de TV, uma música, várias músicas, por beijos, abraços, cheiros... Foi tudo assim acontecendo, e eu não reparando que a vida passa. A minha vida tá passando e eu aqui, sentada, esperando o que eu não faço idéia alguma do que seja.
Estou mais velha, mais cansada, perdendo mais do que ganhando, mas tenho que levar em frente. Esse mês, dia 18, eu não sei se consigo imaginar você não estando mais aqui, vó. Eu quero lhe dar um cheiro, desejar mais anos de vida e saúde... Foi o que pedi no meu aniversário: que você complete muitos outros aniversários. 
Nem deveria ter publicado isso. Eu não estou bem.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

The Vampire Diaries - Appetites Preview


Tentação, sedução, obsessão... destruição.
Todo mundo quer um pedaço dela.
Ceder a seus apetites.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Você Não.


Me negam o direito que à mim nunca foi dado
De abrir mão dos sentimentos, de conter só a razão.
Sempre me vi só. Pensando. Mais do que sentindo.
Sempre me vi pensando. Só. Sentindo mais do que queria.
Agora, você está vendo o jeito que eu fiquei e que tudo ficou:
Uma tristeza tão grande,
Aguardando uma coisa que vai além das flores na janela.
Na minha janela as flores cantavam.
Eu me lembro; penso.
Eu sempre me lembrarei da Canção de Jacques Prévert:
"Qual dia somos nós?"
Somos a vida e o sonho, nós somos o amor.
Ele diz o contrário; e o contrário, o que é?
Se não somos o dia, a vida e o amor que não sabemos que somos.
Me abrace. Me dê um colo. Estou sempre lhe pedindo um colo,
E você me negando palavras, sentimentos, seu colo, um adeus.

Não espero que nada disso faça sentido agora.








*Post original: 05/12/10

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Presságio

Estou viva.
Mas a morte é música.
A vida, dissonância.
Minha alegria é como
fim de outono porque
tive nas mãos ainda flores
mas flores estriadas de sangue.


Há cristais coloridos
nos teus olhos.
Vida nos teus dedos.


Estou morta.
Mas a morte é amor.


Não fiz o crime dos filhos
mas sonhei bonecos quebrados
sonhei bonecos chorando.


Alguns dias mais
e serei música.
Serás ao meu lado
a nota dissonante.


[Hilst, Hilda - 1950]

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Subjeto [trecho]

[...]
O cheiro da flor de abóbora, a massa de seu pólen,
para mim, como óvulo de coelhas.
- Vinde zangões, machos tolos,
picar a fina parede que mal segura a vida,
tanto ela quer viver.
Ainda que não vos houvesse
eu fecundaria essas flores com meu nariz proletário.
- Ora, direis, um lírio ignóbil.
Pois vos digo que a reproduzo em ouro
sobre meu vestido de núpcias, meu vestido de noite.
Dentro do quarto escuro,
ou na rua sem lâmpadas, de cidade ou memória,
um sol.
Como pequenas luzes esplêndidas. 


(PRADO, Adélia. 1987: 27)







Bem-vindo, Setembro!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sonho de Consumo

Que setembro seja melhor e supere todas as angústias, medos, inseguranças e azar de um agosto fodido. 




(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Esconderijo*

Procuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir

 *[ Ana Cañas ]

***

Sabe o que me falta?
Amor, e outras drogas pesadas.
Bem quando eu mais quero ensandecer por uma paixão absurda (como todas as paixões são), eu transbordo esse autocontrole racional.
Como sempre, racional demais.
Eu quero enlouquecer, é isso!
Só me basta isso, morrer de amor mais uma vez... mas, o que eu tenho que não consigo?
Se sou tão humana quanto os outros, porquê eu não consigo?
Ando lendo cartas demais, de um bêbado pra uma anti-romântica.
A culpa é do Bukowski, que bloqueia a minha Hilst.

Madrugada - e seus efeitos - catastróficos.

sábado, 6 de agosto de 2011

Atrás da porta

Abriu os olhos, ergueu a cabeça, olhou ao redor: quem quer que estivesse ali havia desaparecido.
O cômodo estava vazio.
Sentiu a garganta seca doer-lhe; não queria chorar, não mancharia seu rosto claro com linhas negras.
Reprimiu com força as lágrimas, e o grito.
Quando fora que tudo começou a desmoronar? Já se passara meses, semanas, dias, horas... e tudo que ela percebera fora como o silêncio havia crescido. Sim, tudo o que crescera fora o silêncio entre eles, um abismo cada vez maior e mais profundo entre os dois.
Viu as malas prontas em cima da cama.
Tentou não pensar nada, mas seus olhos aflitos o procurou pelo quarto, por toda casa, todo o silêncio.
E ele já não estava.
Sentada, atrás da porta, ela ergueu a cabeça e olhou ao redor: só havia o silêncio.
O choro veio, tingiu tudo de negro, seus olhos desmancharam...
E era o fim.




*Post original: 25/11/10

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aquele que vem

Agosto chegou, com seu jeito manso e devastador.
Não sobrará nada, da pedra ao pó.
Ele veio pra me deixar louca, pra me beijar a boca e fazer a minha pele ficar toda arrepiada.
Veio lindo, sorridente, nem percebi a sua máscara de Inferno Astral.
Agosto, agosto...
Quer rouba os meus sentidos, meu juízo, meu controle.
Me mostrando seus segredos, lindo, lindo...
Impertinente e soberano.
Agosto.
Mal começou e eu já sinto os efeitos devastadores de sua passagem...